AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE CICATRIZANTE DO GEL DE QUITOSANA ASSOCIADO A FOTOTERAPIA POR DIODOS EMISSORES DE LUZ (LED)
Phototherapy, Biomaterial, Would healing; Biopolymer
Introdução: A cicatrização é um processo dinâmico envolvendo fatores fisiológicos e bioquímicos que agem promovendo a restauração tissular. Muitos estudos buscam aperfeiçoar o tempo de cicatrização com o desenvolvimento de novos tratamentos, substâncias ou protocolos, que possam proporcionar uma aceleração do reparo, prevenindo complicações. Nesse campo se encontram substancias naturais como a quitosana, e terapias não medicamentosas, que exercem sua ação através de propriedades físicas, como a fototerapia por diodos emissores de luz (LED). No entanto não se encontra na literatura pesquisas que envolvam o uso simultâneo dessas duas terapias: quitosana e LED. Objetivos: O presente estudo se propôs a avaliar a atividade cicatrizante de forma isolada e associada do gel de quitosana e LED. Material e métodos: A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e foi realizada com ratos Wistar produzindo feridas cutâneas na região dorsal e tratando diariamente de acordo com o seguinte protocolo: grupos: (I) controle negativo; (II) quitosana; (III) LED; (IV) quitosana+LED; (V) LED+ quitosana; (VI) controle positivo. A avaliação foi feita por meio fotográfico, uso de paquímetro e tabela com parâmetros inflamatórios (hiperemia, crosta, pus, exsudato). Resultados e discussão: Os dados da avaliação dos parâmetros inflamatórios mostraram diferença estatisticamente significante nos grupos II e III quanto ao parâmetro exsudato (p=0,003) e crosta (p<0,001), apresentando melhores resultados que os demais grupos. Na avaliação macroscópica do tamanho das úlceras não houve diferença estatística entre os tratamentos (p=0,3416), porém houve diferenças entre os grupos em relação ao grupo negativo mostrando que os tratamentos mostraram efetividade na aceleração da cicatrização. A literatura confirma o efeito positivo do tratamento de feridas cutâneas com o LED e a quitosana isolados, tanto em animais quanto em humanos, comprovando benéficos em todas as fases da cicatrização, desde a proliferação celular até a reepitelização e revascularização. (Jayakumar et al, 2011; Ribeiro et al, 2009;Tchemtchoua et al, 2011; Fushimi et al, 2012; Fiorio et al, 2011; Lim et al, 2011) Conclusão: Os recursos terapêuticos utilizados demonstraram efetividade na aceleração da cicatrização de forma isolada, porém não tiveram seus efeitos potencializados com o uso de forma associada.